sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Comboio

As tecnologias da comunicação de informação têm enorme influência na nossa vida, e têm tido um desenvolvimento vertiginoso. Porém há alguns anos atrás, as formas de comunicação eram bem diferentes, e as tecnologias também. Nessa altura Rossas foi um local privilegiado quanto às comunicações terrestres, pois usufruiu de uma estação de comboios, que permitiu, não só melhorar a comunicação com o resto da população, como também deu um grande contributo para o desenvolvimento da aldeia, então chamada Santa Comba, e que devido à estação se veio estendendo e posteriormente tomou o nome de Santa Comba de Rossas. A estação de Rossas fica situada na linha ferroviária entre o Tua e Bragança sendo esta a estação mais alta de Portugal, pois está a 849 metros de altitude.
Estação de Rossas

Na imagem podemos ver uma máquina a vapor a qual para funcionar era necessário aquecer a caldeira com carvão.
A 14 de Agosto de 1906 chega a primeira locomotiva a vapor a esta estação, e no dia 1 de Dezembro deste mesmo ano chega a Bragança. Este meio de transporte era multifuncional, pois não só transportava passageiros para os diversos pontos do país mas também transportava a correspondência (cartas) e as mercadorias, sendo o meio de comunicação mais rápido e eficiente da altura.
Estação de Salsas

A 27de Abril de 1910 nesta estação (Salsas) faleceu trucidado pelo comboio em que viajava o conselheiro Abílio Beça, a personagem que tão incansavelmente tinha lutado para trazer o comboio à capital de distrito (BRAGANÇA).
Com o evoluir dos tempos começaram a aparecer as primeiras máquinas com motores a diesel chamada de automotora, como os motores desta máquina são de baixa potência ela só é utilizada para transporte de passageiros aumentando assim o conforto dos utilizadores e a rapidez de deslocação.
Estação de Rossas

Nesta imagem podemos verificar as máquinas que vieram substituir a máquina a vapor na sua totalidade, estas com motores a diesel e muito potentes conseguiam fazer todo o tipo de transporte muito mais rápido e dando assim mais conforto ao seus passageiros.

EXTINÇÃO DA LINHA DO TUA
15 de Dezembro de 1991 - Encerramento do troço Mirandela - Macedo de Cavaleiros. Entram em funcionamento autocarros de substituição para transbordo, deixando o troço Macedo de Cavaleiros - Bragança isolado do resto da Linha do Tua;
17 De Dezembro de 1991 - Descarrilamento em Sortes, danificando a locomotiva e fazendo um ferido. O troço Macedo de Cavaleiros - Bragança é encerrado "por questões de segurança";
18 De Dezembro de 1991 - Populares sequestram os autocarros de substituição nos Cortiços, e cortam-se ainda estradas em Fermentãos e Salsas, como protesto pela falta de comboios. Em Lisboa reúnem-se autarcas da região servida pela Linha do Tua e a CP, de onde se declara que "a Linha do Tua não será encerrada";
14 De Outubro de 1992 - Noite do Roubo: de madrugada, sem aviso prévio, com escolta policial e um apagão nas comunicações rádio e telefone, é retirado por via rodoviária o material circulante estacionado nas estações de Bragança e Macedo de Cavaleiros. A operação, que custou 12 mil contos, foi justificada como necessária "para reparação do material circulante". Até hoje, os comboios não voltaram a Bragança

Video relacionado com a "Noite do Roubo"

1 comentário:

  1. Este post está muito interessante, afinal as mesmas razões que atribuiram em 92 para fechar a linha até Bragança, são iguizinhas às de agora para fechar a linha até Mirandela.
    Haverá coincidencias? Ou talvez não...

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