sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

RIR

**Com um Transmontano não se brinca**


Aprenda!!!!

Um rapaz transmontano vai trabalhar para um daqueles grandes Hipers na
América e ao fim do primeiro dia o chefe pergunta-lhe:
- Quantas vendas já fizeste?
- Uma.
- Uma venda? Isso é muito mau!!! Os meus vendedores normalmente fazem
entre 25 a 30 vendas por dia!!! Ora diz lá de quanto foi a venda...
- 757.326,45 DOLLARS
- O quê?????? Mas afinal o que é que vendeste?????
- Ora, primeiro vendi ao freguês um anzol pequeno, depois um anzol
médio, e a seguir um anzol grande!... Com tanto anzol vendi-lhe uma
cana de pesca!... Perguntei onde é que ele ia pescar e ele disse para a
costa.

Claro que lhe expliquei que para a costa era melhor ter um
barco!!! Então levei-o à secção de barcos de recreio e vendi
aquele 'Silver Esprit' com os dois 'outboard' que o gajo até se passou!...

Conversa puxa conversa e ele disse que o carro dele era um Fiat
Uno...e eu disse-lhe que para puxar o barco ele precisava dum
4x4!!! Então fomos direitinhos ao stand e vendi-lhe aquele Range Rover
que lá estava.

- Muito bem! Deves ser mesmo bom para venderes isso tudo a um gajo que
só queria um anzol pequeno!!!

- Qual anzol qual quê!!!

- Ele só cá vinha comprar uma caixa de TAMPAX para a mulher... e eu
disse-lhe:

**'Já que tem o fim-de-semana lixado, mais vale ir à pesca...'**


O REI ARTUR...

O rei Artur estava pronto para ir para as Cruzadas. Antes de partir, vai ver Merlin e pede-lhe para fabricar o melhor cinto de castidade que pudesse existir. Isso para que nenhum cavaleiro pudesse tentar contra a virtude da sua linda esposa. No dia seguinte Merlin volta com um cinto que, contrariamente a todas as expectativas do Rei Artur, possui um buraco exactamente onde não devia ter...
-Merlin!!! - berra o Rei - está a gozar comigo?
-Observe Majestade - diz o Mago, mostrando uma pequena guilhotina com uma lamina afiada - ela funciona assim que se introduz algo no buraco...
-Excelente. Realmente excelente - responde o Rei. - Traga-me a Rainha, para que possamos instalar a geringonça!
Três anos depois, Artur volta das Cruzadas. Quando chega a Camelot,convoca todos os cavaleiros:
-Vamos lá! Baixem as calças, é o exame médico!
Todos os cavaleiros alinham-se em frente ao Rei, baixam as calças ... Horror e estupfacção do Rei, todos estão amputados!!!...Todos excepto o fiel Lancelot. Artur, vendo que o seu fiel amigo não o traíu agarra-o pelos ombros e diz:
-Lancelot, estou orgulhoso de ti. Enquanto nenhum dos outros resistiu à tentação de dormir com a Rainha, conseguiste domar os teus impulsos. Por isso, concedo-te o que quiseres. Faz a tua escolha.
Mas Lancelot ficou mudo...
Uma menina estava a conversar com a sua professora. A professora disse que era fisicamente impossível que uma baleia engula um ser humano porque, apesar de ser um mamífero muito grande, a sua garganta é muito pequena. A menina afirmou que o Jonas foi engolido por uma baleia. Irritada, a professora repetiu que uma baleia não poderia engolir nenhum ser humano; era fisicamente impossível. A menina, então disse:
- "Quando eu morrer e for ao céu, vou perguntar ao Jonas".
A professora perguntou-lhe:
- "E o que vai acontecer se o Jonas tiver ido para o inferno?"
A menina respondeu:
- "Então é a senhora que lhe vai perguntar."

Uma honesta menina de sete anos admitiu calmamente a seus pais que Luís Miguel havia lhe dado um beijo depois da aula.
- "E como aconteceu isso?" Perguntou a mãe assustada.
- "Não foi fácil", admitiu a pequena senhorita, ... mas três meninas me ajudaram a segurá-lo".
Um dia, uma menina estava sentada observando sua mãe a lavar os pratos na cozinha. De repente, percebeu que a sua mãe tinha vários cabelos brancos que sobressaíam entre a sua cabeleira escura. Olhou para sua mãe e perguntou-lhe:
- "Porque é que você tem tantos cabelos brancos, mãe?"
A mãe respondeu:
- "Bom, cada vez que você faz algo de ruim que me faz chorar ou me faz ficar triste, um dos meus cabelos fica branco."
A menina digeriu esta revelação por alguns instantes e logo disse:
- "Mãe, porque é que TODOS os cabelos da minha avó estão brancos?"

Todas as crianças haviam saído na fotografia e a professora estava tentando persuadi-los a comprar uma cópia da foto do grupo.
- "Imaginem que bonito será quando vocês forem grandes e todos digam ali está Catarina, é advogada, ou também 'Este é o Miguel. Agora é médico".
Ouviu-se uma vozinha vinda do fundo da sala:
- "E ali está a professora. Já morreu."


ABRAÃO E O FILHO...
Abraão levou o filho para o deserto....amarrou-o a uma árvore e começou uma fogueira em baixo do seu pé.
De repente, uma voz:
- Abraão, Abraão que é isso????
- Senhor, Senhor eu estou sacrificando o meu filho, conforme a Vossa ordem!!!!
- Não Abraão, eu só queria medir a sua fé!!
- Mas Senhor....!!!!
- Porra Abraão, faz o que te digo e solta o menino!!!!!
Abraão soltou o filho.
O menino dispara a grande velocidade, correndo pelo deserto, enquanto Abraão gritava:
- Filho volte, filho volte, o Senhor te libertou!!!!
O menino parou, mas já bem longe e gritou:
- Libertou o caralho!!! Se eu não fosse ventríloquo estava bem fodido...!
POLIGLOTA...

O ratinho estava na toca e do lado de fora o gato:
- MIAU, MIAU, MIAU ...

O tempo passava e ele ouvia:
- MIAU, MIAU, MIAU ...

Depois de várias horas e já com muita fome o rato ouviu:
- AU! AU! AU!
Então deduziu: 'Se tem cachorro lá fora, o gato foi embora'. Saiu disparado em busca de comida.

Mal tinha saído da toca, o gato CRAU ! ! !
Inconformado, já na boca do gato o rato perguntou:
- mas porque motivo ladraste em vez de miar?????

E o gato respondeu:
- Meu filho, hoje, neste mundo 'globalizado', quem não fala, pelo menos, dois idiomas, MORRE DE FOME

NUMA FACULDADE DA INBICTA...
Uma professora universitária acabava de dar as últimas orientações aos alunos acerca do exame que ocorreria no dia seguinte. Finalizou alertando que não haveria desculpas para a falta de nenhum aluno, com excepção de um grave ferimento, doença ou a morte de algum parente próximo.
Um engraçadinho que estava sentado no fundo da sala, perguntou com aquele velho ar de cinismo:
- De entre esses motivos justificados, podemos incluir o de extremo cansaço por actividade sexual??
A classe explodiu em gargalhadas, com a professora a aguardar pacientemente que o silêncio fosse estabelecido. Assim que isso aconteceu, ela olhou para o palhaço e respondeu:

- Isso não é um motivo justificado. - e continuou serenamente - Como o exame será de escolha múltipla, você pode vir para a sala e escrever com a outra mão... Ou se não se puder sentar, pode responder de pé.

PROBLEMAS AUDITIVOS...

Uma velhota, durante a missa, inclina-se e diz ao ouvido do marido:
Acabo de soltar um peido silencioso. Que achas que deva fazer?
Responde o velho:
Agora nada. Mas quando sairmos, vamos comprar pilhas novas para o teu aparelho auditivo...

RECEITA PARA UM CASAL NUNCA BRIGAR...
Um casal foi entrevistado num programa de TV porque estava casado há 50 anos e nunca tinham discutido. O repórter, curioso, pergunta ao homem:
- Mas vocês nunca discutiram mesmo?
- Não.
- Como é possível isso acontecer?
- Bem, quando nos casamos, a minha esposa tinha uma gatinha de estimação que amava muito. Era a criatura que ela mais amava na vida. No dia do nosso casamento, fomos para a lua-de-mel e minha esposa fez questão de levar a gatinha. Andamos, passeamos, nos divertimos e a gatinha sempre connosco, mas certo dia a gatinha mordeu minha esposa. A minha esposa olhou bem para a gatinha e disse:
- Um.
Algum tempo depois a danada da gatinha mordeu minha esposa novamente. A minha esposa olhou para a gatinha e disse:
- Dois.
Na terceira vez que a gatinha mordeu, minha esposa sacou uma espingarda e deu uns cinco tiros na bichinha. Eu fiquei apavorado e perguntei:
- Sua ignorante desalmada, porque foi que fizeste uma coisa dessas, mulher?
A minha esposa olhou para mim e disse:
- Um.
Depois disso, nunca mais discutimos.

SOCIALISMO...
Como os XUXIALISTAS protegem os animais.

Um menino regressa da escola e chega a casa cansado e faminto e pergunta à mãe:
-"Mamá, que há de comer?"
-"Nada, meu filho."

O menino olha para o papagaio que têm e pergunta:
-"Mamá, porque não há papagaio com arroz?"
-"Porque não há arroz."
-"E papagaio no forno?"
-"Não há gás."
-"E papagaio no grelhador eléctrico?"
-"Não há electricidade."
-"E papagaio frito?"
-"Não há azeite."
E o papagaio contentíssimo gritava: -"VIVA O SÓCRATES !!! VIVA O SÓCRATES !!!"

E PORQUE É QUASE NATAL...
ESTE ANO NÃO VAI HAVER PRESÉPIO!!!
Lamentamos mas:

- Os Reis Magos lançaram uma OPA sobre a manjedoura e esta foi retirada do estábulo até decisão governamental ;

- Os camelos estão no governo;

- Os cordeirinhos estão tão magros e tão feios que não podem ser exibidos;

- A vaca está louca e não se segura nas patas ;

- O burro está na Escola Básica a dar aulas de substituição;

- Nossa Senhora e São José foram chamados à Escola Básica para avaliar o burro;

- A estrelinha de Belém perdeu o brilho porque o Menino Jesus não tem tempo para olhar para ela;

- O Menino Jesus está no Politeama em actividades de enriquecimento curricular e o tribunal de Coimbra ordenou a sua entrega imediata ao pai biológico;

- A, ASAE fechou temporariamente o estábulo pela falta da manjedoura e, sobretudo, até serem corrigidas as péssimas condições higiénicas do estábulo, de acordo com as normas da UE.


DIÁRIO DE UMA MULHER INSATIZFEITA...
DIA 1
Celebrámos hoje o 25º Aniversário de Casamento. Tentámos reviver a nossa lua-de-mel, mas... ele não conseguiu...

DIA 2
Hoje ele contou-me o seu grande segredo: Está impotente! Grande novidade... Ele realmente pensa que eu ainda não sabia...

DIA 3
Este casamento vai mal... Uma mulher tem as suas necessidades...

DIA 4
Estou entusiasmada... Li no jornal, que há uma nova droga no mercado, que pode resolver o nosso problema. Chama-se Viagra. Ele vai substituir o Prozac pelo Viagra, na esperança que levante algo mais do que só o entusiasmo...

DIA 5
Uma benção dos céus!!!

DIA 6
A vida é maravilhosa!!!

DIA 7
Tenho de confessar: O Viagra tem sido muito bom!!! Nunca fui tão feliz!! !

DIA 8
Acho que ele exagerou na dose de Viagra neste fim de semana... Já comecei a ficar um pouco dorida nas partes baixas...

DIA 9
Não tenho tempo para escrever... Ele pode-me apanhar.

DIA 10
Ok, admito, estou escondida!É que não há mulher que aguente tanto!!!O que hei-de fazer?
Estou toda moída...

DIA 11
EU JÁ NÃO AGUENTO MAIS!!!É o mesmo que ir para a cama com uma Black&Decker!
Acordei, esta manhã, pregada à cama!!!

DIA 12
Quem me dera que ele fosse paneleiro. Deixei de me maquilhar, tomar banho, escovar os dentes... Mas, mesmo assim, ele vem atrás de mim. Até bocejar se transformou num perigo!

DIA 13
Cada vez que fecho os olhos, lá vem mais um ataque...Vivo com um míssil Scud! Já mal consigo andar...

DIA 14
Já fiz de tudo para ele me deixar em paz, mas não adianta... Até já me vesti de freira, mas ainda foi pior... Socorro!!!

DIA 15
Vou acabar por matá-lo... São umas dores infernais quando me sento... O cão e o gato fogem dele e os amigos... nem se atrevem a aparecer em casa!

DIA 16
Hoje, sugeri-lhe que largasse o Viagra e voltasse a tomar o Prozac... Ele quase me bateu!!!

DIA 17
Coloquei Prozac na caixa de Viagra, mas parece que não fez efeito... Lá vem ele outra vez!!!

DIA 18
O Prozac começou finalmente a fazer efeito! Meu marido passa agora, o dia inteiro sentado em frente da TV, com o controlo remoto na mão, à espera de que eu lhe faça tudo... Ah! Que vida calma e maravilhosa...

iii

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Moinho recuperado

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Fonte de mergulho

Fotos Rossas


sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Comboio

As tecnologias da comunicação de informação têm enorme influência na nossa vida, e têm tido um desenvolvimento vertiginoso. Porém há alguns anos atrás, as formas de comunicação eram bem diferentes, e as tecnologias também. Nessa altura Rossas foi um local privilegiado quanto às comunicações terrestres, pois usufruiu de uma estação de comboios, que permitiu, não só melhorar a comunicação com o resto da população, como também deu um grande contributo para o desenvolvimento da aldeia, então chamada Santa Comba, e que devido à estação se veio estendendo e posteriormente tomou o nome de Santa Comba de Rossas. A estação de Rossas fica situada na linha ferroviária entre o Tua e Bragança sendo esta a estação mais alta de Portugal, pois está a 849 metros de altitude.
Estação de Rossas

Na imagem podemos ver uma máquina a vapor a qual para funcionar era necessário aquecer a caldeira com carvão.
A 14 de Agosto de 1906 chega a primeira locomotiva a vapor a esta estação, e no dia 1 de Dezembro deste mesmo ano chega a Bragança. Este meio de transporte era multifuncional, pois não só transportava passageiros para os diversos pontos do país mas também transportava a correspondência (cartas) e as mercadorias, sendo o meio de comunicação mais rápido e eficiente da altura.
Estação de Salsas

A 27de Abril de 1910 nesta estação (Salsas) faleceu trucidado pelo comboio em que viajava o conselheiro Abílio Beça, a personagem que tão incansavelmente tinha lutado para trazer o comboio à capital de distrito (BRAGANÇA).
Com o evoluir dos tempos começaram a aparecer as primeiras máquinas com motores a diesel chamada de automotora, como os motores desta máquina são de baixa potência ela só é utilizada para transporte de passageiros aumentando assim o conforto dos utilizadores e a rapidez de deslocação.
Estação de Rossas

Nesta imagem podemos verificar as máquinas que vieram substituir a máquina a vapor na sua totalidade, estas com motores a diesel e muito potentes conseguiam fazer todo o tipo de transporte muito mais rápido e dando assim mais conforto ao seus passageiros.

EXTINÇÃO DA LINHA DO TUA
15 de Dezembro de 1991 - Encerramento do troço Mirandela - Macedo de Cavaleiros. Entram em funcionamento autocarros de substituição para transbordo, deixando o troço Macedo de Cavaleiros - Bragança isolado do resto da Linha do Tua;
17 De Dezembro de 1991 - Descarrilamento em Sortes, danificando a locomotiva e fazendo um ferido. O troço Macedo de Cavaleiros - Bragança é encerrado "por questões de segurança";
18 De Dezembro de 1991 - Populares sequestram os autocarros de substituição nos Cortiços, e cortam-se ainda estradas em Fermentãos e Salsas, como protesto pela falta de comboios. Em Lisboa reúnem-se autarcas da região servida pela Linha do Tua e a CP, de onde se declara que "a Linha do Tua não será encerrada";
14 De Outubro de 1992 - Noite do Roubo: de madrugada, sem aviso prévio, com escolta policial e um apagão nas comunicações rádio e telefone, é retirado por via rodoviária o material circulante estacionado nas estações de Bragança e Macedo de Cavaleiros. A operação, que custou 12 mil contos, foi justificada como necessária "para reparação do material circulante". Até hoje, os comboios não voltaram a Bragança

Video relacionado com a "Noite do Roubo"

Brasão


Brasão: escudo de ouro, uma gémina de azul alinhada
em barra, acompanhada de um ramo de castanheiro de
verde com ouriços do mesmo, abertos de vermelho, em
chefe e um pé de batateira de verde com tubérculos de
vermelho, em ponta. Coroa mural de prata de três
torres. Listel branco, com a legenda a negro: "SANTA
COMBA de ROSSAS".

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Srª do Pereiro

Lenda de Nossa Senhora do Pereiro

Tal como as aves do céu, à procura do grãozinho da aveia ou de trigo, nós vamos, de saltito e saltito, busca do manjar lendário tão apetecido à nossa gula de tudo perscrutar.
E como elas, levantamos voo em todas as direcções, embora asas não tenhamos senão as do pensamento, na esperança de encontrarmos algo, nesse repasto, que nos explique a razão de ser das coisas e o porquê da sua existência.
O tempo, demolidor, dá-se à volúpia de sombrear os acontecimentos dos dias pretéritos. É esse o seu prazer máximo. Mas não importa A lenda é mais generosa do que o tempo e é, pela sua mão gentil de Rica-dona, que esperamos chegar até ao âmago dessas ocorrências.
Pois bem. Pisamos há dias, lugares edénicos, sítios remansosos desta região bragançana, a que o povo, romanticamente, dá-se o nome de Vale da Saudade.

E este Vale. Limitado pelas grandezas da Serra da Nogueira, forma uma bacia de verdura maneirinha e perfumada, onde assenta grácil Capela e se venera a Imagem de Nossa Senhora do Pereiro.


É curiosa a denominação sem dúvida. Porém a Lenda, está connosco. Será nossa aliada em todas as vicissitudes. E, após um mergulho nas águas do passado, emergimos com dados suficientes para tudo explicar.
A povoação de Santa Comba de Rossas, para nós das mais atraentes do concelho pela sua vegetação luxuriante, panoramas vastos e, ainda, pelo seu todo de casais isolados, metidos entre tufos de verdura, nem sempre assim foi designada, mas com maior suavidade, dando pelo nome de Santa Colomba de Rosas.
Aos pés destes casais em ascensão, estende-se desenrola-se, o Vale da Saudade.
Em anos afastados não existia Capela alguma nestas paragens. Apenas Campos de semeadura e árvores frutíferas. Ora, entre elas, uma se destacava pela abundância dos seus frutos tão apetecíveis. Era um pereiro novo. Mas de peros tão saborosos e rosados que faziam o regalo de quem por ai passava pela canícula, sedento de um pouco de frescura, e até do passaredo que os bicava com requintes de delicadeza.
E perinho bicado é uma delicia…
Muito bucolismo sim, nesses lugares. Verdadeiro vergel viçoso e colorido. Um pequenino Éden cheio de beleza.
Todavia – ai de nós os peregrinos da Terra nem mesmo, nesse cenário mimoso, a Dor deixara de introduzir as sua garras, na figura de desgraçada mulher que a esses lugares ia curtir, por vezes, seus ais de mal casada.
Era mais um farrapo a quem a Dor amarfanhara, do que propriamente uma mulher. Desfeiteada, a cada passo deprimida, secou-se a alegria em seu coração, como já haviam desaparecido as cores do seu rosto.
Por mais serviços que a desgraçada fizesse, desde o amanho da negra choupana xistosa ao labutar no campo, não tinha compensações. Parecia ter nascido para ser desprezada, e era-o com efeito, por aquele que um dia prometera, diante do Altar Sagrado, respeitá-la e protegê-la.
Dos maus tratos sabia a povoação de Santa Colomba de Rosas. Das suas lágrimas e gemidos eram confidentes esses sítios ermos, onde, mortificada pela Dor, se derreava para a terra, apanhando-lhe os frutos.
Quantas vezes tais palmos de terrado foram orvalhados pelas suas lágrimas de desditosa, a quem nem sequer fora dado o acalentar em seus braços um pequenino ser, um filho! Se o tivera…
Ah! Falta-nos dizer que, às lágrimas da mal afortunada, se juntava a oração.
-Avé Maria, Cheia de graça…
E mais logo:
-Perdoai-nos Senhor as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido…
Era certo: a pobre, acabava sempre por perdoar, quer fosse injuriada por palavras quer por maus tratos corporais.
Tamanha perfeição merecera do Senhor um olhar compassivo, Sua Divina Mãe viria à Terra consolar tanta desdita, trazer um refrigério à alma tão em abandono.
Soluçava sim, a infeliz regava a terra revolvida de fresco, quando os seus olhos foram despertados por clarão súbito que parecia descer dos Céus.
Tanta luz! Tanta luz! Se nem sol havia nesse dia…
- Avé Maria, cheia de graça… Senhora! Senhora! Compadecei-vos…
E ela, a mísera envolvida em seus trapos, sentiu-se acarinhada. Qualquer coisa, como uma mão invisível, lhe passou pelo rosto, aliviando-se de penas e pesares.
Esse gesto… esse gesto… Mas podia lá ser! O nome de «Mãe!» lhe veio aos lábios. Era assim quando ela em rapariguinha, ardia em febre sobre a enxerga…
Se não fora aquela luz que a encandeava, deitava-se a ver quem era.
Das bandas do pereiro novo é que vinha tal clarão…
Já nem chorava, nem rezava. Estava atónita! Mas sentia-se bem. Aquela carícia… Tal qual como em tamanhinha e até já espigadota, a mãe lhe fazia. Mas nada. Não podia ser! Os mortos estão com Deus e debaixo da Sua Guarda. Agora dava-lhe vontade de fugir. Tinha medo de tanta luz…
Benzeu-se. É que podia ser coisa ruim. O inimigo!...
Momento a momento, aquela luz a avassalava mais. Parecia-lhe que ardia. Que o fogo se iria pegar às suas roupas. Arredou-se um pouco, não fosse queimar-se.
Tentou olhar para essas bandas de fogo. Esfregou os olhos.


Confusa, amedrontada, ela vê…ela vê…- Que vê ela? Uma Senhora… uma Senhora … e tão linda! Uma Senhora… uma Menina … com os vestidos brancos de neve… cheiinhos de sol…
- Mãe do Céu! Mãe do Céu! Dizia, não segura de si.
Naquela posição de êxtase ficaria uma vida inteira, se não fora a Virgem – pois era a Virgem! Mandá-la para o povoado. Guardou segredo daquela descida dos Céus à Terra. Da Senhora… da Menina…
Todos viam, entretanto, que algo se passara com a camponesa. Nem uma queixa dos maus tratos. Antes um ar de felicidade.
Os vizinhos comentavam:
- Bô! Inté parece que a TI Ana a pancada a faz medrar…
Mas vieram por ali umas malinas, e o marido da Ti Ana, foi-se…
Pranteou-se esta, quando todos apostavam que sentiria alívio.
Louvou o povo tanto nojo, só não atinava com a teimosia da mulher em meter pés a caminho do vale todos os dias que Deus ao Mundo deitava.
Até ali ia levar o comer. Mas agora?
Um dia, deram-se a espreitar… E que viram? Uma Luz tão intensa que correram em debandada. O Sol, não brilhava assim.
Bem na alvejaram de perguntas mas, a camponesa, caíra em mutismo tal, que interrogar uma pedra.
Pouco após e sem mais aquelas, deixara a Ti Ana Santa Colomba de Rosas.
Interrogaram-se as pessoas sobre aquela abalada. Nada apuraram, entretanto.
Quando de novo voltou ninguém a reconheceu.
Viram uma mulher com trajes de convento e que falava em mandar construir uma Ermida.
-No povoado de Santa Colomba? – Perguntaram à uma.
Perante a negativa da irmã, novas interrogações surgiram. E por certos admirados se quedaram quando, a religiosa, mostrou o desejo de construir a Capela, não no povoado, lado a lado dos casais, mas no vale.
Designado o local, logo os artistas vieram de longe. Iniciou-se a obra. Pedra após pedra, se foram formando aquelas paredes, a quem a cal daria alvura.
Ao lado, vicejava o pereiro, em pleno apogeu dos seus frutos sazonados.
A vista do pereiro começou o povo a congeminar. Pois queriam lá ver?!... Aquela mulher com vestes de freira, não era outra senão a Ti Ana. Apostavam em como seria. Mas a feitura da Capela ali, no ermo…
Supomos que a Ti Ana se deu a conhecer e tudo explicou porque, desde essa hora em diante, o povoléu deixava os casais e vinha ajudar os artífices, vindos de longe.
A Ermida ali ficou no vale e a Imagem que se fizera, segundo as indicações da religiosa, começara a ser invocada sob a designação de Nossa Senhora do Pereiro.
O povo descia em suas aflições à Capelinha, porque a Virgem, a Senhora, a Menina, que aliviara, certa vez, a mísera camponesa, continuava a ser o refúgio dos aflitos e o amparo daqueles que sofriam.
Contam ainda os mais idosos de Santa Comba de Rossas, que aos seus ouviram falar no pereiro, como sendo árvore já há muito desaparecida.
Contudo, apontam o local onde ele vicejou e o que é mais – oh maravilhas da imaginação popular! – descrevem com pormenores o tamanho e o rosado desses frutos, como doutros não há memória.
Lembram-se também – com que orgulho o repetem! – de ter escutado que certos Príncipes que muito se amavam e davam pelo nome de Pedro e Inês, estiveram na Ermida branca a implorar ventura…
E de recordação em recordação, ficamos sabendo que o povo de Santa Colomba de Rossas, chorou a morte da linda Inês que um dia viera até eles, sorridente e feliz, pelo braço do Príncipe bem-amado.
Daí, o bom povo, sempre pronto a romanceara e a pôr-se ao lado dos infelizes no amor, a designar o local, por onde Pedro e Inês passaram, de Vale da Saudade.

Localização

A aldeia de Santa Comba de Rossas está situada na área meridional do concelho e dista dezanove quilómetros para sudoeste de Bragança. Actualmente é habitada por cerca de 366 habitantes. Está implantada à margem da E.N.15, sendo este um dos acessos à capital de distrito; porém, em alternativa, pode utilizar-se o I.P.4 como via mais rápida e económica.
Outrora aqui passava a antiga Linha de Caminhos de Ferro da linha do Tua, que tinha paragem na estação de Rossas, em trecho peculiar do trajecto, visto que atingia, com seus 849 metros, a mais elevada cota de altitude registada em todas as linhas do país, superando até a estação da Guarda.
As actividades económicas desta freguesia assentam na agricultura, algum comércio e pequena indústria.
Sete semanas depois da Páscoa celebra-se o Divino Espírito Santo, e a 15 de Agosto tem lugar a maior festa da aldeia, a Nossa Senhora do Pereiro.
Como património a visitar, destaca-se a Igreja Matriz, que data de 1741, com fachada principal em cantaria e dotada de um imponente pórtico de sabor classicizante e com campanário de tripla ventana. Podemos visitar ainda o Santuário de Nossa Senhora do Pereiro, dotado de uma frontaria que sobressai abrigando num nicho a imagem da mesma, talhada em calcário e de beleza escultórica. Recentemente foi restaurado o moinho de água e poderemos ver ainda a fonte de mergulho.


Clique na Imagem para aumentar.



Veja aqui algumas FOTOS aéreas

Origem do nome

Origem do nome
Segundo algumas informações a origem do nome está no orago local (Santa Comba), e no nome de Rossas, que significa o trabalho agrícola em terrenos agrícolas, bravios e incultos.
O povoamento deste território processou-se, provavelmente, embora não exista quaisquer dados concretos que o comprovem, no período que antecedeu a construção do castelo de tourões, mais concretamente no tempo dos povoados castrejos.
Este baluarte, situado em Rebordãos, foi um valioso reduto durante a época medieval.
Ainda antes da instituição da monarquia, situava-se esta terra em Lampaças, que juntamente com a de Bragança, constituía o principal domínio dos próceres Bragançanos, assim como o centro da sua autoridade administrativa secular. Santa Comba de Rossas é mencionada, aliás, com uma das primeiras paróquias do termo de Bragança, em pleno séc. XXI.
Etimologicamente, o topónimo Rossas indica práticas agrícolas em terrenos incultos. No entanto, na prespectiva de Sousa Viterbo, no seu Ehecidário, “em Arouca se acham documentos do séc.XIII, que falam de Albergaria de Roças, que estavam na serra de Freitas, e nos de Braga se fez menção de outra do mesmo nome na estrada de Braga e Bragança: e quem nos dirá se elas foram ou não dedicadas em honra de santa Maria de Roças – vales, que hoje dizemos de Roncesvales e naquele tempo tão famosa pelo mosteiro de cónegos regrantes fundado por El-Rei D. Sancho de Navarra, e junto dele um célebre, assim pelas rendas, como pela batalha que ali déramos mouros ao conde Kolando? ­­­­­­“, Uma opinião que é partilhada pelo abade de Baçal, tendo em conta que os cónegos Regrantes possuíram alguns bens na freguesia, cujo Orago é Santa Comba, que deu o seu nome á aldeia.